HINO DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE

Município: Porto Alegre

Aniversário: 26 de Março

Gentílico: Porto-alegrense

Estado Rio Grande do Sul (RS)


Letra por Breno Olinto Outeiral

Melodia por Breno Olinto Outeiral 


Porto Alegre "Valerosa"

Com teu céu de puro azul

És a jóia mais preciosa

Do meu Rio Grande do Sul


Tuas mulheres são belas

Têm a doçura e a graça

Das águas, espelho delas,

Do Guaíba que te abraça


Porto Alegre "Valerosa"

Com teu céu de puro azul

És a jóia mais preciosa

Do meu Rio Grande do Sul


E quem viu teu sol poente

Não esquece tal visão

Quem viveu com tua gente

Deixa aqui o coração.


Porto Alegre "Valerosa"

Com teu céu de puro azul

És a jóia mais preciosa

Do meu Rio Grande do Sul

HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA


18/07/2022


Letra: Medeiros e Albuquerque

Melodia: Leopoldo Augusto Miguez


Seja um pálio de luz desdobrado,

Sob a larga amplidão destes céus

Este canto rebel que o passado

Vem remir dos mais torpes labéus.

Seja um hino de glória que fale,

De esperança de um novo porvir,

Com visões de triunfos embale

Quem por ele lutando surgir.


Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas, na tempestade

Dá que ouçamos tua voz.


Nós nem cremos que escravos outrora,

Tenha havido em tão nobre país

Hoje o rubro lampejo da aurora,

Acha irmãos, não tiranos hostis.

Somos todos iguais, ao futuro

Saberemos unidos levar,

Nosso augusto estandarte, que puro,

Brilha avante, da Pátria no altar.


Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas, na tempestade

Dá que ouçamos tua voz.


Se é mistér de peitos valentes,

Haja sangue em nosso pendão,

Sangue vivo do herói Tiradentes,

Batizou este audaz pavilhão.

Mensageiro de paz, paz queremos,

É de amor nossa força e poder

Mas da guerra nos transes supremos,

Heis de ver-nos lutar e vencer.


Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas, na tempestade

Dá que ouçamos tua voz.


Do Ipiranga é preciso que o brado,

Seja um grito soberbo de fé,

O Brasil já surgiu libertado,

Sobre as púrpuras régias de pé.

Eia pois, brasileiros, avante!

Verde louros colhamos louçãos,

Seja o nosso país triunfante,

Livre terra de livres irmãos!


Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas, na tempestade

Dá que ouçamos tua voz. 

HINO NACIONAL BRASILEIRO

18/07/2022

Por Rebeca Fuks , Doutora em Estudos da Cultura 

O hino nacional do Brasil foi inicialmente composto em comemoração à renúncia de D.Pedro I, vindo mais tarde a se tornar o hino do país. Dividido em duas partes, o trabalho foi resultado da combinação do trabalho realizado por Joaquim Osório Duque Estrada (responsável pela letra) e Francisco Manuel da Silva (responsável pela música).

Origem do Hino Nacional Brasileiro

Somente em 6 de setembro de 1922 a composição criada por Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva foi declarada como hino oficial brasileiro. Foi o presidente Epitácio Pessoa que decretou a criação como hino oficial do país.

A música, composta por Francisco Manuel da Silva, surgiu antes da letra. Criada já em 1822, a composição celebrava a renúncia de D.Pedro I, que, ao retornar para Portugal, deixou o trono do país para o filho. Empolgado com a emancipação política da colônia, Francisco Manuel da Silva viu na música uma maneira de expressar o seu contentamento com a tão sonhada liberdade nacional.

D.Pedro I

D.Pedro II

Antes de ficar conhecido como o hino nacional, a composição fora chamada de Hino ao Sete de Abril e Marcha Triunfal. Somente anos mais tarde a criação ficou conhecida como sendo o hino nacional.

Em novembro de 1889, o governo realizou um concurso público para escolher o hino nacional. Concorreram 29 composições. O resultado foi conhecido no dia 20 de janeiro de 1890, no Teatro Lírico, no Rio de Janeiro. A canção vencedora, porém, não agradou o marechal Deodoro da Fonseca e a composição de Francisco Manuel da Silva continuou a ser tocada, ainda sem letra.

A poesia do hino ganhou duas versões de letra antes de ser consagrada com os versos de Joaquim Osório Duque Estrada. As duas primeiras versões eram tão aprimoradas que só podiam ser entoadas por cantores líricos.

A primeira letra foi composta em 1831 pelo poeta e juiz Ovídio Saraiva de Carvalho. Essa versão foi abandonada em 1841. A segunda versão teve pouco sucesso e foi composta por um autor desconhecido. Em 1909 foi feito um novo concurso, dessa vez para se escolher a letra. Quem venceu foi Joaquim Osório Duque Estrada. O poeta ainda chegou a fazer algumas modificações no seu trabalho original.

A última atualização do hino foi feita por motivos ortográficos e realizada em 1971 em conformidade com Lei nº 5.765.

Autoria da música do hino nacional

O autor da música do hino nacional foi Francisco Manuel da Silva. Nascido no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 1795, Francisco dedicou a sua vida à carreira musical. Ainda jovem estudou com o Padre José Maurício Nunes Garcia, conhecido como um dos grandes nomes da música colonial brasileira.

Participou do coro da Capela Real, foi timbaleiro e violoncelista da orquestra da Capela Imperial. Ocupou cargos políticos como a presidência da Sociedade Musical de Beneficência, autorizou a criação de um Conservatório de música, foi mestre da Capela Imperial e diretor do Conservatório de Música (1848-1865).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de dezembro de 1865.

Francisco Manuel da Silva

Sobre a poesia do hino nacional

O autor do poema foi Joaquim Osório Duque Estrada. Nascido no dia 29 de abril de 1870, em Paty de Alferes (interior do Rio de Janeiro), Duque-Estrada formou-se bacharel em Letras pelo Colégio Pedro II.

Publicou o seu primeiro livro de poemas intitulado Alvéolos aos dezesseis anos, em 1886. A partir de então começou a colaborar na imprensa com ensaios em jornais, entre eles o Cidade do Rio e o Correio da manhã.

Foi um abolicionista e ajudou José do Patrocínio em sua campanha. Atuou também como diplomata, bibliotecário, professor de francês e história.

Em 1909, venceu um concurso nacional para a escolha a letra do hino. Recebeu 5 contos de réis pela vitória e teve seu nome imortalizado como criador da letra do hino nacional.

Foi eleito para a Cadeira número 17 da Academia Brasileira de Letras em 25 de novembro de 1915.

Joaquim Osório Duque-Estrada

Fonte: Cultura Genial



HINO OFICIAL DO ESTADO DA BAHIA


O Hino da Bahia, como também é chamado o Hino ao Dois de Julho, faz clara alusão ao 2 de julho de 1823 - data maior do estado, quando após as lutas que perduraram desde o ano de 1821, libertou-se do jugo português. 

Tem sua letra por Ladislau dos Santos Titara e música de José dos Santos Barreto.

Uma elogia à Independência da Bahia, o hino baiano por muito tempo não foi oficialmente o hino do estado, tendo esse papel sido comumente desempenhado pelo Hino ao Senhor do Bonfim. 

Apenas em 20 de abril de 2010 o governador Jaques Wagner sancionou a lei estadual n.º 11.901, publicada no Diário Oficial do Estado de 21 de abril de 2010, que o tornou o hino oficial do estado.

Refere-se a batalhas como as de Cabrito e Pirajá nas quais, com o sangue baiano, foi conquistada a independência do estado e consolidada a independência do país.


Estado: Bahia (BA)

Capital: Salvador

Gentílico: Baiano

 

Hino Oficial do Estado da Bahia - Hino ao Dois de Julho

 

Letra: Ladislau dos Santos Titara

Melodia: José dos Santos Barreto

 

Nasce o sol ao 2 de Julho,

Brilha mais que no primeiro!

É sinal que neste dia

Até o sol, até o sol é brasileiro.

 

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações!

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!(bis)

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!

 

Cresce! Oh! Filho de minh’alma

Para a Pátria defender!

O Brasil já tem jurado

Independência, independência ou morrer!

 

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações!

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!(bis)

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!

 

Salve Oh! Rei das campinas

De Cabrito e Pirajá!

Nossa pátria, hoje livre,

Dos tiranos, dos tiranos não será!

 

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações!

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!(bis)

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações!



Fonte: Wikipédia - Hino da Bahia